sábado, 30 de março de 2024

SOLITUDE OU SOLIDÀO?


Como lidamos com nossa solitude?
E a solidão?
 Somos sozinhos ou solitários ?




Todos somos sozinhos.  Entretanto,  acredito que nunca estamos, totalmente, sós nesta difícil jornada de vida.

Temos nosso ego e  super ego nos fazendo companhia, analisando e criticando nossas  escolhas, raramente vibrando ou aplaudindo. Entretanto, somente nós
mesmos,  e após muito exercício de autoconhecimento, conseguimos acessar todas as camadas de nosso ser. Tenho longas, difíceis  discussões com as que considero  minhas pior inimiga, e melhor amiga - eu mesma. 
A melhor amiga não costuma me aplaudir. Sempre há um pequeno senão, e a inimiga contesta, argumenta, critica sem cessar.

Nossos seres amados, que já  partiram, mas permanecem vivos em nós são uma companhia, sempre presente. Lembramos o que fariam, e ou diriam em determinada situação. Nunca estamos, realmente sós.

Esta solitude é linda! Só quando temos momentos de solitude, escutamos a nós mesmos, temos inspiração e intuição. Gosto  e preciso de momentos a sós. 

Muito diferente de solidão. Esta independe de estarmos sozinhos,  com alguém, em grupo, ou no meio da multidão.  Considero terrível nos sentirmos sós, quando estamos com outros. O sentimento invade, fragiliza, mas, geralmente, toma conta quando estamos  mal com nós mesmos, a nossa auto estima está baixa, a moral no chão, e não temos perspectivas.
Ai este sentimento, sensação de não pertencimento, reconhecimento, e compreensão  nos domina e apequena. Não fazemos parte, somos uma ilha distante.

Precisamos de solitude, de meditação e silêncio  para mantermos longe de nós o triste sentimento de solidão.


Qual sua visão? Como você se sente?  

Cida Guimarães
30/03/2024


segunda-feira, 25 de março de 2024

Missão de Vida



Que viemos fazer nesta terra de penas e expiações ? 
Como direcionar nossa caminhada de forma que nossas escolhas façam sentido?
O curso das prisões astrológicas me levou a pensar de forma mais objetiva sobre a importância de definirmos nossa missão de vida. 

Acredito que durante nossos  anos escolares, a pergunta usual era o que queríamos ser, qual profissão iríamos seguir. Em momento algum nos levaram a pensar, ou cogitar que o que seríamos, teria que estar conectado a um propósito final, uma missão, a ser definida pelos nossos anseios mais profundos.  Deveríamos buscar uma profissão que fosse rentável, que desse projeção,  sem avaliar se  a mesma nos faria feliz, se, com ela, iríamos atingir nossos anseios. Não  cogitamos que o dinheiro teria que vir como consequência, e não ser nosso objetivo primeiro.

O problema é que para identificarmos nossa missão, primeiro, precisamos desvendar quem realmente somos, o que buscamos, o que nos libera a alma,  nos dá prazer, faz voar.

Devido às minhas poesias, tenho conhecido muita gente que me segue, e solicita amizade, e tenho ficado impressionada com as histórias de vida e desencanto de muitas. Alguns muito jovens, estão perdidos, em termos de trabalho e relacionamentos. Solitários, sem onde se apoiar, buscam um amor eterno no pior local possível, na internet. Outros, estão desiludidos por terem sido traídos,  tendo hoje, filhos, que estão sendo cuidados por babás, ou em escolas internas. Muitos deles, trabalhando  em países distantes, em ocupações que não são as ideais, ou desejadas.
 Muita desesperança, solidão!

Não  conseguiram identificar sua ferida mortal, e tampouco vencer as dificuldades, inerentes ao nosso viver, e não conseguiram ir  atrás de suas missões  de  vida, aquilo que realmente dá  sentido à  nossa jornada.

Você  já  se perguntou  qual sua missão? O que, realmente,  faria você  vibrar  de alegria, encheria sua alma de paz, tornando sua jornada leve? Caso  ainda não  tenha pensado, comece  a investigar.

Acredito que aos meus 77, estou descobrindo que minha alma sorri quando consigo  passar um pouco de minha experiência, e ajudar  outras pessoas a se encontrarem. Venho fazendo isto com meus textos e poesias, que traduzem, fielmente, meus sonhos e desventuras. 
A escrita me preenche, me ilumina. O contato com o outro, a troca, me acrescenta, dá sentido ao meu viver. Busca o que trará luz à sua vida.


Cida Guimarães 
25/03/24




terça-feira, 19 de março de 2024

INTERAÇÕES





 Que mundo é este que estamos vivendo?  Tenho interagido, muito, com pessoas de todos os tipos, que me  enviam solicitações de amizade. Acredito, devido às minhas postagens, que  estão em busca, desesperada, por terem alguém que lhes cure as feridas, dê consolo, suporte, amor....

 A grande maioria  são homens, de todas as faixas etárias (dos 43 até os 70), mas a maioria entre 45 e 65. Leem minhas poesias, se enganam quanto a minha idade e me contatam, sempre, de forma educada. Lógico, a pergunta  sobre minha idade é uma das que afloram, logo de início. Depois quando digo, minha idade cronológica, sem rodeios, ficam surpresos, às vezes desaparecem, ou saem com o chavão:  "Idade é apenas um número". Me divirto, imensamente, pois na realidade, não é. Não que eu seja etarista. Acredito que  a idade não define ninguém, mas tem várias implicações. Não podemos ser simplistas, e achar que enormes diferenças de idade, sejam em que tipo de relacionamento for, não tem suas implicações. Estranho é que as mulheres estão melhor com sua solitude. Não precisam tanto de alguém para reforçar seu ego, dar suporte, conforto, cuidado. É uma generalização, mas acredito que enfrentamos as dificuldades, com mais garra.

 A grande maioria, destes homens, têm vidas solitárias,  difíceis, estão carentes de carinho, atenção, uma palavra amiga e, então dizem, mas podemos ser amigos. São também atraídos pela ideia do Brasil. Talvez passe a ideia de mais abundância, permissividade, escape de sua realidade difícil.

 Se encantam por uma foto, não sabem nada da pessoa em questão,  e se declaram apaixonados. Que mercadoria fácil virou o amor! Como esta palavra está banalizada. Se declaram apaixonados por toda uma vida, sem sequer conhecer o outro. Juram uma fidelidade impossível de ocorrer, com todas as varáveis de um relacionamento que, possivelmente, nem sequer ocorra.
Esta experiência de interagir com meus seguidores tem sido muito rica em meu entendimento sobre nós, seres humanos.  Não nego solicitações de amizade. Acredito que quando alguém nos pede amizade, temos que dar um voto de confiança. Se não der certo, restrinjo, bloqueio.  Claro já encontrei pessoas menos educadas, outras com intenções escusas, mas já aprendi a identificar, com facilidade, perfis falsos, informações fraudadas, falta de autenticidade e  fragilidade de outros.  Muitos com problemas de uma expressão mais lógica,  uma escrita não clara, e dificuldade de compreensão. 

Por que estou me expondo a isto? Creio que é através de nossas interações que crescemos, nos conhecemos melhor, e abrimos possibilidade de expandir nossa influência e ajudar, com nosso entendimento, o outro a sair de suas prisões.  Também há encontros surpreendentes com pessoas com as quais aprendemos muitíssimo. Não podemos nos aprisionar em ideias preconceituosas, e nos fechar a maravilha de conhecer outro ser humano, com seus pontos fortes e fracos, assim como nós.

O que realmente me impressiona é a dificuldade que, hoje, as pessoas têm de se relacionar em seu habitat, com pessoas reais. Será o medo, a timidez, a falta de confiança em si mesmo, e nos demais? Parece que a Internet cria uma rede de proteção, quando na verdade  é o oposto, esconde perigos e armadilhas.
Sim, as interações neste nosso mundinho estão cada vez mais complicadas. Quanto mais nos escondemos atrás das telas, e de vários outros artifícios, mais 
difícil e truncada fica nossa interação com o outro. 

Há muitas barreiras reais e fictícias que impedem uma real interação. Há que tentar chegar no outro, entender sua realidade, sua percepção, sua visão de vida, de mundo. Só assim conseguiremos melhorar a nós mesmos, nossa realidade e, com certeza, o mundo será um lugar melhor de habitar, com menos intransigência, ódios, e guerras.


Cida Guimarães
19/03/24

sexta-feira, 15 de março de 2024

As 7 Prisões Astrológicas


No dia 12/03/24, iniciei um curso online, com Stefano Gradi, um italiano  carismático, engraçado  sobre nossas prisões astrológicas. Foi o criador da Escola de Alquimistas do Propósito e sua missão é ajudar as pessoas a se reconectarem com sua predestinação.

 Estou amando o  curso e aprendendo muit sobre alquimia, astrologia, chakras etc... Bem, eu adoro todas estas questões  filosóficas, esotéricas, espirituais, que nos levam a um maior conhecimento de nós mesmos. O único problema do curso é que são 12 aulas noturnas, seguidas de um laboratório, e como acordo com as galinhas, tipo 05:00 da matina, às 21:00 minha bateria está acabando.

Já tivemos 3 aulas muito interessantes. Começou falando  que 2024 é o Ano de Saturno, que inicia, realmente em 20/03, e vai nos impor desafios e  exigir mudanças.

Depois nos expôs a Teoria dos 3 Corpos, ou seja que temos um corpo físico, um corpo áureo e um corpo espiritual,  que estão interligados e atuam um no outro. Nossa missão de vida está no espiritual.  Para mim fez todo o sentido pois creio que estamos nesta vida para cumprir uma missão, resgatar nossas faltas e nos aperfeiçoar, e portanto nossa missão é o que deixamos de realizar em vidas passadas. Precisamos, nesta vida, nos livrar de nossas prisões. Que elemento norteia esta jornada? Nossa ferida  mortal. Ou seja aquele trauma/ memória negativa principal, que nos retém e prejudica, ou seja, posso fazer uma correlação  com nosso carma.

 Há 7 Chakras, cada um representado por uma cor, e situado em uma parte de nosso corpo, com implicações em nossa saúde física, e espiritual. Existe um segredo nos Chakras para restabelecer a conexão com nossa verdadeira essência. Cada chakra é responsável por alimentar nosso corpo energético. Para realizar a conexão Espírito e Corpo precisamos alimentar nossa energia com as 7 frequências, acessar o multicolor. Acabamos focando mais em nosso chakra dominante. Temos que entender o mecanismo de funcionamento e ficar atento ás armadilhas. Expandir nossa Consciência.

Os Chakras são nutridos por 4 elementos. Nós regulamos estes elementos através de nossos hábitos e rotinas. Quando estão alinhados atingimos equilíbrio. Os 4 elementos são: Fogo, Terra, Água e Ar

O FOGO está relacionado ao despertar, nos dá energia da Vida-VONTADE+ ENERGIA+VITALIDADE 

Excesso> impaciente, ansiosa, impulsiva

FALTA> SEM INICIATIVA, TESÃO

A TERRA para concretizarmos e estruturarmos. Contato com a natureza= REALIZAÇÃO+ MÉTODO+ORGANIZAÇÃO 

EXCESSO>materialista

FALTA>pouco discernimento/ desinteresse por atividades intelectuais

A ÁGUA diz respeito a como nos adaptamos à vida, nossas emoções, empatia. Precisamos manter este equilíbrio com nossa hidratação= ADAPTAÇÃO+ EMOÇÃO

O AR para termos discernimento para interpretar a realidade e tomar decisões=DISCERNIMENTO+PENSAMENTO, 

EXCESSO> mente inquieta, hiperativa

A interação entre os elementos nos dá ferramentas para manter a dinâmica de nosso corpo físico   

 O 1º Chakra  é a PRISÃO DA LUA,  nosso chakra básico, fica no baixo ventre, base da coluna e é de cor vermelha e tem a ver com nossa VITALIDADE, autocontrole e como nos preservamos energeticamente. Tem a ver com nossas raízes, nosso instinto de sobrevivência, nossa sexualidade. Tudo começa dentro de nós, em nossa energia, para depois ocorrer fora, ação.  Quando nossa ferida mortal está no 1º Chakra, geralmente,  é decorrente de na infância termos sofrido algum abuso sexual, psicológico, ou alguma invasão energética. É necessário curar as feridas.  Este Chakra representa  o fogo da vontade "EU QUERO".
 Crenças sobre o dinheiro atrapalham este chakra. Dinheiro deve servir o propósito. Apego demasiado ao passado
Para curar este chakra precisamos de autocontrole. Saber se proteger, impor limites, evitar entrar em situações de riscos desnecessários

O 2º Chakra é a PRISÃO DO SOL  que fica 4 dedos abaixo do umbigo, na cor laranja, e é ligada a nossa SENSUALIDADE.  Nos confere o poder do magnetismo.  O ponto é a dança do ventre. O sensual leva ao sexual. Este chakra representa o "EU POSSO". Quando você se encaixa  no seu papel você vira o seu Sol. Nunca fale em tentar, precisa agir. Este chakra ativa nossa capacidade de desemprenhar papéis importantes , desenvolver autonomia e confiança. Para atrair também precisamos repelir. Importante de aceitar, brilhar e não se apegar as máscaras.
Armadilhas: pensar que o ego é negativo, preocupação com o julgamento alheio
Comportamentos: manipula e usa estratégias para chamar a atenção, demonstração de excesso de sedução. Excesso de timidez, não mostra sua essência.

O 3º Chakra é A PRISÃO DE MERCÚRIO, situado  na boca do estomago na cor amarela. 
Este é o nosso CENTRO DE EMOÇÕES. Confere o poder da materialização. As emoções nos movem. Quando você teme perder algo, você age, portanto ao desbloquearmos nossas emoções a gente se movimenta.  Geralmente as pessoas escolhem a profissão pelo dinheiro, querem e esperam reconhecimento, necessitam segurança social. A emoção te leva à ação. " EU AJO"
Nosso propósito é materializar, servir. Usar o trabalho para servir.  O dinheiro tem que estar a serviço do propósito, e não há nada mais sagrado que nosso tempo.  Tudo que é sagrado não pode ser vendido.  O trabalho tem que envolver o servir, contribuir para algo maior. Esta afirmação é bastante polêmica pois em nossa realidade é bem difícil conseguir eleger um trabalho que  esteja alinhado ao nosso propósito, e que nosso tempo seja  bem empregado.
Os inimigos deste chakra são os tabús, crenças negativas e e limitantes.
Para curar este chakra é necessário colocar as mãos a obra, ser empreendedor do seu propósito, equilibrar as emoções. O 3º chakra tem a ver com se importar, separar o que é meu probema e o que é problema do outro. Temos que nos libertar da prisão de Mercúrio que é o FOCO

Problemas: Querer ajudar a todos, não ter limites em fazer para os putros, desvia seu tempo e energia. O chakra passivo tem frieza de emoções. excessicamebte materialista, workaholic.
Para se curar ativar: EU ME IMPORTO COM A VIDA. QUEM AJUDA DEMIAS, ATRAPALHA

O 4º CHAKRA É O CARDÍACO, A PRISÃO DE VÊNUS. Centro dos sentimentos, região do coração, ponto nevrálgico e vibra na cor VERDE. Centro de nossa aura, ponto de integração do nosso corpo energético e de conexão com o 8º chakra ( asa do Anjo). Quando as pessoas estão presas neste chakra os relacionamentos não fluem principalmente com os mais próximos. Experiências  negativas, traumas, feridas emocionais.
Sintomas são> carência, medo de ficar só, dificuldade em confiar e e encerrar relacionamentos. Este chakra confere sabedoria nos relacionamentos. O cardíaco é alimentado pelo amor incondicional. O segredo da felicidade está na construção de relações incondicionais.
Sabedoria em confiar que existe uma lei que rege as relações humanas para construção de um propósito, saber honrar e ser grato pelas conexões, se empoderar do aprendizado que o relacionamento traz.
Vilões: pode ser vítima de relacionamentos abusivos sem saber se impor
Cura: entender o que você quer, desejo da alma, não do ego, conexão espiritual, sentir que pessoas você pode se relacionar, cortar relacionamentos que não agregam. A armadilha dos apegos aos relacionamentos
Aprendizado: Amar para ser amado; é através dos relacionamento que realizamos nosso propósito. Eu preciso me amar. Eu acredito no amor incondicional

5º CHAKRA LARÍNGEO. PRISÃO DE MARTE

Este Chakra, na cor AZUL, está localizado na garganta, e está relacionado à nossa mente concreta, capacidade de perceber e entender o que acontece ao redor. Pessoas presas neste Chakra tendem a julgar em demasia os outros e a si mesmas. São os donos da razão baseados em seus dogmas, preconceitos, crenças limitantes e geram polaridades. Falam demais, sem propósito. SE culpam demais , não se transformam. ceticismo. Este Chakra nos confere o poder da transformação, mas precisamos entender nossas ações e erros. Precisamos coerência entre o que acreditamos, verbalizamos e fazemos. Autoconhecimento, fé e compreensão. Este é o Chakra da comunicação entre nosso  mundo externo e mundo interno. Nosso filtro da realidade. Quando buscamos conhecer estamos em busca de chaves para traduzir a realidade e tomar decisões. O conhecimento pode te libertar, mas precisa ser verdadeiro, sagrado. Use a garganta para libertar o outro e nunca o contrário. Se racionalizarmos demais a realidade, ficamos presos neste chakra Medicina: Não Julgar. A CULPA NÃO E DE NINGUÉM. A MINHA GARGANTA É SAGRADA

O 6º Chakra é o denominado Chakra Frontal. PRISÃO DE JÚPITER
Este Chakra está pouco acima dos olhos na região do ³º olho e vibra na cor  azul.
O poder deste chakra está em sua percepção além do mundo físico. Nos dá a capacidade de desenvolver uma visão sistêmica e integrada sobre a realidade, construir um mundo melhor. de estar com esta prisão a érda do vínculo com a realidade, viver utopias, dificuldade em aterrar e aceitar regras. exagero, falta de responsabilidade pelos seus atos, não conseguir se conectar com sua intuição, mente fechada para assuntos holísticos.
O propósito é a percepção do sutil. Este chakra é nossa ponte para o mundo invisível,
Como curar este chakra. Busca de conciliar o visível com o invisível. Desenvolver OUSADIA. Há que ouvir a intuição e colocá-la em prática.
Frase de Cura= Eu acredito nos meus sonhos

7º Chakra PRISÃO DE SATURNO ( chakra coronário) No topo da cabeça e vibra na cor violeta

O mecanismo deste chakra é a maestria. Para desenvolver toda nossa genialidade e poder criativo precisamos alcançar a maestria. Dar vida a inspiração divina através de nossas invenções e criações. Com o chakra aberto  recebemos inspiração do divino e canalizamos coisas boas.
Vilões do 7º Chakra: pessoa presa a conhecimentos mortos, excesso de criatividade sem propósito ou falta propósito
Para curar é preciso ser discípulo, ter gratidão e honra, acreditar em sua capacidade de criar.
Frase de Cura: Eu sou um criador e a verdadeira arte habita em mim

Qual você acredita ser seu chakra dominante? Onde está sua ferida mortal? Como compensar? Qual chakra você precisa trabalhar para desenvolver áreas  menos operantes?

08º Chakra-  ASA DO ANJO


Este Chakra também chamado Umeral fica atrás das costas, na altura do cardíaco e faz a conexão com a nossa energia espiritual, nossa essência.

A Aura Multicolor é formada com a energia dos 7 chakras., ou seja:

VITALIDADE+MAGNETISMO+MATERIALIZAÇÃO+ RELACIONAMENTOS+RAZÃO+ INTUIÇÃO+ CONEXÃO COM O DIVINO

Quando formamos nossa aura multicolor, nos conectamos ao nosso propósito de vida. Nessa integralidade atraímos as almas gêmeas do propósito e temos mais garra, equilíbrio e maturidade para lidar com as questões da vida, e assim prosperamos. Quando não temos propósito não temos ânimo para viver, nos perdemos na infantilidade e vivemos na escassez e com problemas diversos.
 
 Conseguiste identificar áreas problemáticas que  precisam ser desenvolvidas?   Dê sua visão, compartilhe. Crescemos nas trocas.

Cida


domingo, 10 de março de 2024

Amor? Como saber?


 É muito bom ser querido, amado, ouvir palavras doces, sendo elas verdadeiras, ou não.  O ego agradece. Na realidade, queremos ser aceitos, entendidos, amados, e quando estas manifestações ocorrem, o sentimento é tão avassalador que leva a ignorar a validade, a realidade, a possibilidade ou não deste sentimento ser verdadeiro, ou possível. O que importa é o saber-se amado, querido, sem uma causa qualquer,  mesmo sendo este amor impossível, inviável, por um número incalculável de razões.  Aí reside o perigo. Precisamos aterrar,  manter nossa sanidade, colocar  a situação em perspectiva, analisando e usando a razão.

Será  que a outra pessoa tem consciência  do que, realmente, sente? 
Ou está tão carente, tão deprimida, que projeta sentimentos em um ser distante, que se torna  ainda mais apaixonante porquê é idealizado?
Nossos sonhos são, sempre, tão  melhores que nossa realidade. 
Como somos intrincados, não? Difícil entender à luz da racionalidade pois somos bastante  irracionais, em nosso sentir,  sendo impossível traduzir.

  O que é o amor, na realidade? Nos estágios  iniciais,  é desejar o outro, precisar estar sempre perto, projetar fantasias? Querer no outro, o que falta em nós? Como traduzir este sentimento? Depois com o tempo,  a convivência, e consequente conhecimento do outro  são os detalhes, a delicadeza no trato,  a forma de ser da pessoa, e como esta  nos faz sentir, que vão fazer este amor florescer ou minguar. 
  Conseguimos, com o outro, ser nós mesmos, transparentes, rir, brincar, estar em paz?  Quando as almas se tocam, se entendem, conversam entre si,  esta paixão inicial vai virando um querer o bem do outro,  uma necessidade de  compartilhar  sonhos,  vida.  Para mim isto é amor. O que é para você?

  Como entender, então, por quê,  alguém, a milhas de distância, em outro continente, sem nunca ter lhe visto, ouvido,  tocado, sentido, diz que lhe ama, e que sempre amará?  Não é desejo pois como  pode haver química, sem contato?  Será um "love scammer"? Quando após algumas breves interações, com total desencorajamento, invalidando a abordagem, e deixando claro que se for nesta direção será necessário bloquear, a pessoa permanece afirmando seu amor incondicional, ficando cego a todos os empecilhos: distância, idades dispares, culturas, idiomas, nível cultural, a situação fica muito intrigante. Incompreensível, não? Será espiritual, transcendental?

 O que uma foto, uma ideia  toca ou desperta no outro, que este precisa colocar para fora sentimentos que vem represando em si?   Difícil e inexplicável!

É muito tocante o saber que alguém nos ama incondicionalmente. Há que respeitar,  ser grato, não menosprezar, ou desqualificar se não houver desrespeito, abuso ou tentativa de extração de qualquer benefício próprio ou impróprio.  Penso que há que dialogar, redirecionar, fazer entender, sem ser rude. 
 Última opção restringir/ bloquear.

Acredito que mesmo nesta era digital, em que tudo é possível, e nada muito confiável, não podemos perder nossa dimensão humana de respeito e consideração pelo sentimento dos demais. Precisamos de redes de proteção, sim, mas não podemos nos tornar insensíveis e absolutamente céticos. 

Afinal, desta vida só vamos levar o amor que damos ou recebemos, e é o que realmente, importa, seja da  forma que  for.   "Toda a forma de amor vale a pena."

Amor  será sempre muito bem-vindo!


Cida Guimarães
11/03/24

sábado, 9 de março de 2024

FONTES DE ENERGIA


Como se, de repente, eu fosse plugada na corrente elétrica,  uma nova força, uma energia  se irradia quando uma destas forças potentes tomam conta do meu ser. 
As inquietações, frustrações,  e tristezas desaparecem..me sinto renovada, pronta para encarar novos desafios, e voltar a sonhar.

 A natureza!
 Observar o conjunto de morros, plantas, flores, o mar, com  suas ondas rebentando, reflexos e espuma branca, nos mostrando o ir e  vir de tudo; os contrastes e a finitude.

 O nascer e o por de sol !
Espetáculo de cores e luzes. Início e fim, sempre se alternando e nos dizendo que tudo passa, recomeça; os pássaros  e aves, mergulhando, voando, a importância  de nossa liberdade e coragem.

A música!
Escutar minhas trilhas  favoritas, deixar minha alma sonhar, vagar e divagar. Dançar  e deixar meu espírito, através de meu corpo, expressar minhas inquietações e loucuras.

A escrita!
Escrever na esperança de desvendar o que minha alma quer falar e tentar entender para melhor viver. Tudo é  energia, mas estas são  as boas, que me impulsionam. Quais as suas?

Cida Guimarães 
30/01/24

segunda-feira, 4 de março de 2024

Como uma Fênix?

  

Hoje, li uma previsão, no "Moon Reading" Tarot, onde a carta que tirei, era a Fênix. Claro, conheço bem o mito, mas quis saber mais, e fui  ao Google, Wikipedia que diz:

"Fênix é uma ave mitológica que está presente em diferentes mitologias, mas em especial na grega e na egípcia. Trata-se de uma ave parecida com uma águia que possui penas avermelhadas e douradas e que tem o poder de renascer das cinzas após completar o seu ciclo de vida, que dura 500 anos.
Os relatos gregos a apresentam como uma ave que se alimenta de incenso e raízes odoríferas, vivendo por cerca de 500 anos. Ao fim desse período, a fênix constrói um ninho, no topo de uma palmeira ou de um carvalho, com diversos itens, como mirra e nardo. É nesse ninho que seu ciclo de vida se encerra. Uma pira é feita pela fênix, e nela o corpo da ave é incendiado, levando a sua morte. Assim, das cinzas da antiga fênix, surge uma nova ave, e aqui existem duas versões: uma afirma que a fênix que surge é uma nova ave, mas outra aponta que, na verdade, se trata da mesma fênix, que se reconstitui das próprias cinzas. Segunda versão é a mais conhecida. O mito ainda conta que a fênix que surge ou ressurge das cinzas pega os restos do ninho e o transporta até Heliópolis, uma cidade egípcia. Os restos desse ninho são colocados em um altar para o deus Sol — Rá, na religiosidade egípcia. O feito da fênix de renascer das cinzas e sua ligação com o Sol associam essa ave à ideia de renascimento."

Reler a história da Fênix me levou a pensar, e a questionar se nós, humanos,  também temos  esta capacidade de nos reconstruir, de nos tornar outros e, ainda assim, ser nós mesmos? 
 Fui  olhar para minha vida, e em retrospectiva, pude constatar algumas de minhas "mortes e renascimentos".  Sou outra, hoje?  Como uma Fênix? 
Talvez!  Com certeza, não mais a mesma; outra versão, melhorada, talvez, das antigas "Cidas e Marias". Nem me reconheço, em muitas de minhas posturas e visões. 

 Nisto, possivelmente, resida  uma das maravilhas de viver. A possibilidade de, a cada dia, poder fazer e ser diferente;  mudar, ser outro, apesar de manter a mesma essência. Talvez a gente só vá tirando camadas, nos desfazendo de excessos, criando uma nova pele. 

Olho para minha vida, e constato que algumas etapas foram de morte, e depois de renascimento. Acho que a maioria de nós, que já vivemos várias décadas, nos sentimos, assim, se  ousamos fazer esta viagem interior, que não é fácil. É doída! Há que ser capaz de olhar as feridas, nossas e dos outros, assumir responsabilidade por nossos equívocos, perdoar e nos perdoar, o que, às vezes, é ainda mais difícil.

Uma parte de mim já não existe. Esta morte, entretanto é sofrida, difícil pois há que  deixar ruir uma estrutura rígida de conceitos arraigados, ideias preconcebidas, e deixar fluir tudo que está em ebulição: frustrações, dor, mágoas, e até revolta para poder, finalmente, despir nossa couraça, enfrentar nossas inseguranças, traumas e renascer, mais fortes, mais verdadeiros e, enfim, sermos capazes de olhar para as dificuldades do caminho, com mais tranquilidade, amar tudo que construímos de bom e sermos gratos. Sim, muita gratidão por termos conseguido nos  despir das  peles antigas, e construir outras, menos vulneráveis e mais adaptáveis.  

Como uma Fênix!


Cida Guimarães
04/03/2024

sexta-feira, 1 de março de 2024

Calcanhar de Aquiles

 
Todos temos nosso "Calcanhar de Aquiles" ou seja, nosso ponto vulnerável,  sujeito a fraquejar,  suscetível a ataques externos, e derrotas internas. 
 Você já identificou o seu?

 É, relativamente, fácil! Há que fazer uma viagem interior, olhar para nossa história de vida, e identificar quais são os problemas recorrentes, a raiz, a causa dos mesmos.  A gente escuta/diz:   "Bah, estou novamente vivendo isto? Por que será?"

Sabe aquelas situações de vida que se repetem, ciclicamente? Sejam  elas de relacionamento, de finanças, trabalho, etc.? Aí está nosso calcanhar.  Tendemos a cometer os mesmos erros, enganos e escolhas equivocadas,  devido a esta vulnerabilidade, que influencia nossas decisões,  e nos leva a becos sem saída.

 Enquanto não tomarmos consciência deste gatilho, continuaremos a reprisar velhos filmes. Geralmente, somos rápidos em identificar isto nos demais, mas quando temos que realizar este exame minucioso, em nós mesmos, e encontrar a causa primária de nossos enganos, analisar, e ver como podemos, hoje, lidar com eles, de uma forma construtiva, sem  consequências danosas, ficamos perdidos.

 Qual a razão primeira deste nosso ponto vulnerável?  Uma carência, um trauma infantil, ideias enraizadas e preconcebidas?  Se não fizermos  esta  parada e análise, tendemos a continuar a repetir estes padrões repetitivos de comportamento, indefinidamente.

Não adianta culparmos nossos pais.  Isto é simplista. Nos isentamos de responsabilidade; eles, também, tinham suas deficiências, seres humanos, não perfeitos. Há, simplesmente que identificar a questão, e ver como podemos, hoje, como adultos, lidar com a questão. Vamos permitir que  nos domine e continue a direcionar nossa vida?

 Sempre que tomamos consciência de nossos pontos fracos, vulneráveis, temos melhores condições de lidar com as  situações /adversidades, e saímos fortalecidos.  

Acredito que nosso calcanhar está, usualmente, direcionando  nossas escolhas e gerando uma tendência de tentar compensar, de certa forma. Pode ser oriundo de trauma, carência, medo, necessidade de estabilidade, dificuldade de relacionamento, insegurança, etc.  Somente  através de nossa conscientização, teremos um caminho para lidar  com a situação. Na realidade, todos temos nossos pontos fortes e fracos, mas precisamos  desenvolver auto consciência  para poder encontrar um equilíbrio  para poder viver/ conviver de forma mais saudável e produtiva.

Eu, por exemplo,  sei que tenho a tendência a me iludir,  confiar em excesso, e criar laços de afeto,  apostando  nas boas intenções do outro;  já quebrei muito a cara com mentiras, desonestidade,  falsidade. Algumas duras lições, e muita decepção! Então. hoje, procuro evitar a confiança excessiva, mantenho algumas guardas.  Deixo meu radar ligado contra possíveis ataques/decepções. Sou menos aberta,  mais desconfiada, guardada, investigativa. Ruim, né?

 Acredito que há que encontrar um meio termo. Tentar lidar com nossa fragilidade, sem  ficar insensível, frio e indiferente. Manter  a empatia, a humanidade, mas com uma capa protetora  para resguardar nossas emoções mais profundas.

Cida Guimarães

01/03/2024

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Expectativas!


Seria tão bom se não as criássemos, se, simplesmente, vivêssemos nosso presente  sem  estar, eternamente, criando expectativas, sejam elas relativas a relacionamentos, planos, acontecimentos, eventos, atitudes e/ ou desenrolar de ações. Criamos em nossa mente um filmezinho colorido, com o "outcome" esperado. Entretanto, este  resultado, nunca é igual ou, às vezes, nem parecido com o desejado e esperado,  o que, usualmente, nos deixa muito desapontados, frustrados, e até irritados.

Como fugir deste ciclo  de esperar, sonhar, projetar, e se decepcionar?
São os demais responsáveis  por nossa decepção? Claro que não!
Nós criamos o filme colorido, e depois não gostamos da versão possível, em preto e branco, ou até negativo. Faz parte de nosso viver! 
Não aprendemos pois repetimos isto em várias áreas de nossa vida, seja em um relacionamento,  um emprego, uma viagem, um evento, uma sociedade.  Nunca nada é como imaginado. A realidade é sempre distinta, e comparada com a imaginada, nada satisfatória.

Há que esperar menos dos outros, das situações, ou até o pior resultado possível, e ficar feliz com o que houver de ganho?  Cínica esta postura?  Talvez, mas real. Precisamos nos proteger  e também os demais, de nossos devaneios. Temos que olhar e apreciar nossa realidade, o que ela tem de positivo, e achar que, apesar das dificuldades, é maravilhosa,  comparada a outras tantas, e desenvolver o sentimento de apreciação e gratidão. Não podemos culpar os outros por não serem/agirem como desejamos. São como são, e se esperamos algo distinto, o problema é nosso. Olhar para o que temos e não para o que falta, e assim, talvez possamos desenvolver expectativas não tão traiçoeiras.

Se conseguirmos aterrar em nosso presente, nossa realidade, com o que ela tem de belo e feio, sem antecipar resultados, ou criar um cenário de sonho para o desenrolar de um  futuro,  que nem sabemos possível, talvez, nosso  estado emocional, nossas relações, e nossa atuação melhorem, consideravelmente. 
Há que parar de sonhar?
Não, o sonho nos mantém vivos, atuantes, mas não podemos perder nossa conexão com o possível, o real.

Como você lida com suas expectativas? Comente.


Cida Guimarães
29/02/24
 

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

TRAVESSIA

 


Quando estamos à deriva, sem bússola, buscamos uma forma qualquer de não naufragar. Nestas horas, nossa esperança é que, do nada, outro barco surja para nos resgatar. Nestes momentos, todos os sonhos, possíveis ou impossíveis, povoam nossas mentes, e tendemos a acreditar em soluções estrambólicas. São momentos de cautela porquê podemos acabar optando pelo arriscado, pegando  outra embarcação avariada.

Difícil, então, buscar as saídas possíveis, dentro de nós mesmos, enfrentar os múltiplos questionamentos, a insegurança, os traumas, e ter a calma necessária para definir ações e caminhos. Entretanto, são, nestes momentos, de questionamentos intensos, da total falta de respostas definitivas,  que nosso eu grita mais forte, tentando se reencontrar, e definir o que realmente quer, qual sua necessidade maior, e como deve agir. 

É tempo  de  contemplação, de espera, que tudo que foi plantado possa voltar a florescer, que novo ânimo, novos desejos, novos impulsos orientem a caminhada. Toda a precipitação será negativa, todo o impulso precisa ser retido até estar, novamente inteiro, e não mais dividido, perdido.

As marés vão estar, sempre, se alternando. Vamos, novamente, enfrentar as cheias, as rasas, as incontroláveis e destruidoras, que vem devastando tudo, e os períodos de total calmaria. Há que buscar em nosso âmago, a confiança em nós mesmos, e a certeza que podemos e vamos conseguir atravessar estes períodos, da melhor forma possível. Haverá consequências, danos ao casco, e talvez a nossa integridade, mas  terão valido a pena se, durante estas "travessias,"  nos conheçamos melhor, cresçamos e nos tornemos uma versão melhorada do nosso ser. 


" Navegar é preciso; viver não é preciso." Fernando Pessoa


Cida Guimarães
27/02/2024




segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

" The Leisure Seekers"

 







                                         
Wow, que filme lindo! Tocante, emocionante!  Te leva do riso ao choro, da surpresa, e até  choque, incredulidade à introspecção,  reflexão profunda, indagações.  Como me sinto diante desta realidade? 

Há cenas/ situações com as quais me identifiquei profundamente. Foram muito parecidas, quase vivenciadas. 
Me reconheci em determinadas situações, falas. Qual o sentimento?  Meu Deus, as reações são similares por serem tão humanas!

O filme é  "The Leisure Seekers" na Netflix, com o Donald Sutherland e a Helen Mirren. Maravilhosos em suas atuações, nos levam do  choque, questionamento ao riso e às lágrimas.

 Gente,  como já falei, o filme me fez reviver emoções. Como lidar com nossa impotência  frente  ao sofrimento e inadequações de um ser amado? às situações da vida?
  O incrível  é você  estar velho, cronologicamente e, talvez, no filme, fisiologicamente, mas se sentindo jovem, pleno de sonhos, com as mesmas necessidades emocionais de sua juventude, e constatar que você está no fim da linha, que seu futuro, se houver, é ficar em uma casa de repouso, ou submetido a um tratamento horrível e ineficaz.
Não vou contar toda a história porquê, realmente, vale a pena assistir, principalmente, se você já passou dos 60, ou teve parentes, com doenças terminais, ou com Alzheimer.

O filme leva a um questionamento e a um repensar da velhice. Afinal aos olhos de muitos, os velhos já não têm direito a sonhos, ao amor, e principalmente a serem os responsáveis por suas vidas. 
Será que não podem viver, como lhes aprouver? Será que não podem fazer suas próprias escolhas  já que ainda estão vivos, têm seus sonhos e necessidades próprias, e não podem ser meramente reduzidos a "coitadinhos, estão tão velhinhos"?  Ou será que temos que controlá-los, restringir suas  vontades e sermos os árbitros, decidindo por eles, como devem terminar seus dias ?

 Acredito que vale a pena usar de nossa empatia, colocando-nos em seu lugar, e estabelecendo que final de vida iríamos querer para nós.  Afinal, morrer todos nós vamos, de uma maneira ou outra; então, melhor deixar que cada um tenha o fim que desejar, e que este seja  com dignidade e felicidade.

Além desta temática, o filme é um hino ao amor, sem idade, sem preconceito, sem ilusões. O amor que nutre, que cuida, que é incondicional. O amor como a centelha de vida.


Cida Guimarães
26/02/202

IMPACTOS EMOCIONAIS

 


Fui a uma sessão espírita no sábado passado, e o tema da palestra era  "IMPACTOS EMOCIONAIS". Me tocou fundo pois, nestes  últimos anos, estes  não têm faltado em minha vida. Não é uma queixa, uma constatação.  Acredito que a vida, de todos,  não é  uma " fairy tale", como aparece nas mídias: festas, alegria, viagens, etc... há o lado, que, usualmente, não postamos das dores, perdas, frustrações, de toda ordem: pessoais, profissionais, família, românticas, financeiras. Seja  de que ordem for para a pessoa, que está vivendo, o impacto é desconcertante, difícil, e sofrido. 

Há pessoas que se deprimem tanto que precisam de auxílio terapêutico;  algumas têm crises de pânico, outras  ideias suicidas, ou até mesmo chegam a este extremo.   Cada um lida com sua dor de maneira distinta. Eu uso minha escrita (poesias, reflexões) como catarse. É a forma que trabalho meus diabinhos, e, paralelamente, tento passar um pouco do vivido e aprendido para que outros possam se espelhar, e ver que  tudo passa (lugar comum), mas real. Há que olhar para a situação, não nossa reação a ela, e tentar ver o que nos deixou de aprendizado. Pode ter sido muito sofrido, mas, sempre, há uma lição.

 Esquecemos que a vida é uma escola, um aprendizado diário, e que nosso caminho não vai ser sempre arborizado, limpo,  colorido por ipês, de todas as cores, e que temos que atravessar becos sem saída aparente, sendas escuras e tenebrosas, e que vamos precisar de muita força interior para conseguir não soçobrar e achar caminhos alternativos.

O palestrante falou de sua condição de dependente químico, e   o impacto disto nele e no seu entorno. Na realidade, as dependências, sejam elas de que ordem forem, nossas, de nossas familiares, amigos, conhecidos, sempre  criam impactos, atordoam nosso emocional e desorganizam nossa vida. Queremos mudanças,  soluções, mas somente quando  estas dizem  respeito a nós mesmos, há algo que podemos fazer, que é enfrentar a situação e buscar  alternativas. Mudar é difícil. Há que estar vigilante e ter muita força de vontade. Só podemos mudar a nós mesmos, e isto leva às vezes uma vida inteira, então, como queremos julgar ou tentar mudar os demais? Trabalho inútil. Só podemos amar, e estar disponíveis para ajudar o outro a lidar com seus impactos.

Todos vamos enfrentar impactos de diferentes níveis, ordem, formas, e em diferentes áreas de nossas vidas, ao longo de diferentes fases. Estas terão relevância dependendo do  nosso foco do momento, então não há porquê se julgar injustiçado, achar que os demais têm uma vida cor de rosa, quando a sua é só espinhos. Há que  lidar com o impacto e não com a nossa reação a ele, e ver o que está nos ensinando, o que está deixando como lição de vida. 

Somente quando conseguimos na dor, olhar para dentro de nós, analisar com calma a situação em questão,  e nossa consequente reação a ela, conseguimos nos dar conta de todas as implicações, dos traumas e dores passados, que o novo impacto ativou. Neste processo de investigação de nossos sentimentos e  reações, conseguimos, então jogar luz sobre o que ativou nossa reação, acolher nossa criança interior com amorosidade, e ganhar paz  interior.

Como você lida com os impactos naturais da vida?
Reflita, e se  puder/ quiser, compartilhe. 

Diferentes experiências sempre ajudam o outro a ver/rever sua  própria perspectiva.


Cida Guimarães
26/02/2024






terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

CONFIAR OU SUSPEITAR ?

                           

Há pessoas que são  facilmente enganadas. Serão tolas, crédulas  ingênuas, fantasiosas, ou simplesmente boas, com fé no ser humano? 
Acreditam no outro, pensam que como não fariam algo danoso para ninguém, também não seriam alvos de intenções escusas?

Há que se tornar cínico, cético, incrédulo, buscando sempre intenções ocultas, suspeitando de tudo e todos para nos poupar, nos salvaguardar? Não será esta uma semente daninha de desconfiança, que leva aos  atritos, desarmonia, conflitos, e guerras?

Cristo, que foi traído, julgado, condenado, mesmo sendo inocente, uma alma pura, perdoou e pediu clemência aos detratores. Nós, simples pecadores, vamos nos endurecer, perder a capacidade de amar, de acreditar, de sonhar e começar a só suspeitar, julgar, e condenar?
Muitas perguntas difíceis de responder neste nosso mundo de realidade virtual, inteligência artificial, quando precisamos estar atentos, vigilantes. Há todo tipo de fraude e tentativas dos mais variados golpes.

Difícil equação: confiar ou suspeitar? Em se tratando de estranhos, estamos, quase sempre, defendidos,  em guarda, mas a dificuldade é estabelecer quem são os estranhos, quem é real, inteiro, e  não  vai,  de repente, mostrar um lado insuspeito, e desestabilizador? Como  lidar?

Que bênção seria se fossemos todos,  integralmente inteiros, sem faces ocultas, sem meias verdades, e  respeitássemos os demais, em sua integralidade. Provavelmente, nosso bem maior seria mais paz e amor, no seu sentido de compreensão, aceitação e pacificação. Não teríamos tantas guerras, e, com certeza, seríamos seres humanos melhores, mais empáticos, abertos, verdadeiros.


Cida Guimarães
20/02/24

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Cure Sua Alma

CURE SUA ALMA!
Iniciei, hoje, um novo curso online "Heal your Soul"  (Cure Sua Alma) com a Leah Guy, no Daily OM. Estou gostando bastante. 

Na realidade, são aquelas coisas que, intuitivamente sabemos, mas não paramos para analisar e aplicar.  Sim, buscamos cura para nossas doenças físicas, quando na realidade, a maior parte delas são  doenças da alma, que afetam nosso corpo. 

 A primeira lição foi olharmos para nossa criança interior, e detectarmos as situações e sentimentos que nos deixam mal, e como os mesmos são gatilhos que nos levam de volta às nossas infâncias, e às situações problemas, que nos machucaram, traumatizaram, e como  estes sentimentos foram introjetados,  ficaram familiares, e  acabamos sendo levados de volta a eles. 

 O mantra da aula foi:  
"Sou viciada na dor, mas estou determinada a me sentir bem."

Leah explica que o sofrimento, como as demais adições, é  algo com o qual nos acostumamos, torna-se familiar, e acabamos criando um padrão de comportamento. Cada vez que temos um sentimento gatilho, voltamos ao nosso estado primário de angústia e dor. Precisamos parar, reconhecer este estado e sem buscar  alívio externo (artificias), tentar não repetir padrões. É preciso conversar com esta nossa criança interior, tentar entender suas questões, nos tornarmos nossos pais, ouvindo, reparando e tentando orientar; buscar estabelecer rotinas de auto cuidado, auto amor. Há temas como estabelecer um diálogo com nossa criança interior como  se fossemos os pais, confortar, listar atividades que são prazerosas e estabelecer rotinas de bem estar pela manhã e à noite.

Que complicados que somos!  Queremos estar sempre em paz, mas este é um estado transitório porque logo algo vai te jogar de volta para a ansiedade, o medo, o pânico de voltar a sentir sensações,  que te causam sofrimento e dor.

É imperioso curar nossa alma! 

Identificar a razão primária de nossa sensação de angústia, ansiedade, quase premonição do que vai nos ferir, magoar.  Será que é possível?  Vamos ver... Não acredito em soluções fáceis, em receitas milagrosas. Tudo vai, sempre, depender de nós mesmos.  Precisamos nos conhecer, ouvir nossa voz interior e nos amar para mudar.
Acredito, sim, nessa batalha, diária, contra o que nos puxa para baixo, o que nos confina, reduz, quantifica e qualifica. Quero poder ousar, tentar, errar, me corrigir, mas sem nunca perder o medo de viver e confiar; primeiro, em mim mesma, e depois na minha intuição.

Viver é por si só uma grande aventura e há riscos a correr.  Se não quisermos correr os riscos, vamos perder o melhor da aventura.

Qual sua visão? Comente. Compartilhe!

Cida Guimarães
14/02/2024

domingo, 14 de janeiro de 2024

AUSÊNCIAS






Hoje ao fazer minha caminhada habitual, me senti, como não ocorria há um longo tempo, leve, despreocupada, feliz..

Sei, entretanto, como o Vinicius disse tão bem:  "a felicidade é como uma pluma, tem a vida breve, e o vento leva pelo ar."
É, são instantes de leveza, de encantamento, de entrega, que, como tudo, vão passar. Gostaríamos de reter, congelar estes momentos, mas se dissipam rapidamente.

Entretanto, nossa experiência de atravessar  tempestades no deserto e  de sairmos machucados, outros, talvez, mas com certeza, mais fortes e melhor preparados para enfrentar possíveis novas intempéries, faz tudo ser aceito sem revolta, sem vitimizacão.

É a vida nos ensinando.  Um amigo querido, me enviou, ontem, um vídeo sobre o poder da ausência, não só de alguém, mas de tudo. O não ter, a ausência, nos desapega, ensina e fortalece.

Bora viver apesar das ausências!


Cida Guimarães
14/01/24

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Divagando

Divagando..

Lembranças vem e  vão...lembramos, esquecemos, e muitas vezes distorcemos falas, fatos, situações para que sejam mais toleráveis.
O quê permanece inalterado?
O lindo, o surpreendente, aquilo que nos arrebatou, e as pessoas especiais, que tocaram nossa alma, com doçura e amor.

Geralmente,  quando envelhecemos tendemos a esquecer o presente,  e lembrar o passado. Recordo minha mãe, que em seus últimos anos, embora lúcida, do presente só lembrava o que realmente era muito importante, mas adorava contar e recontar velhas histórias. Isto, entretanto,  é misericórdia divina, uma bênção  pois apaga as dores, mágoas presentes, nos fazendo lembrar somente momentos especiais vividos.

O presente, talvez, seja duro, difícil, amargo e queiramos ter de volta as belezas que curtimos.

Lembrar é reviver, mas só desejamos reviver coisas boas, lindas, então bora apagar as dores e tristezas. Esquecimento benéfico!


Cida Guimarães
08/12/2023

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Calamidades!


Calamidades!

Quando o sul de nosso país vive o caos das inundações, com milhares de desabrigados, e no resto do mundo ocorrem  outros desastres, conflitos, e guerras, me chamou a atenção, ontem,  o relato  de pessoas, atingidas pelas inundacões, em  Eldorado do Sul, São Sebastião do Cai,  Caxias, etc., que perderam tudo, ou quase tudo que tinham, nos alagamentos decorrentes das chuvas torrenciais, e estão desabrigados, precisando do essencial. Fiquei impactada pela conformidade deles,  frente à tragédia. Quando questionados como se sentiam tendo tantas perdas, responderam: " É a vida".

 Sim, a vida, de repente, nos dá  um arrastão,  muda tudo, e nos vira de ponta cabeça. Precisamos, então,  juntar o que resta de forças para  acreditar, e recomeçar, muitas vezes do zero. 
Já vivi várias situações, em que não sabia como, e se conseguiria  sair de um buraco fundo, mas nada permanece igual, e a gente acaba vencendo a nós mesmos, e superando.

 Hoje, quando enfrento, novamente, tempos bem árduos, tento lembrar que é temporário, e que vão ficar, somente, as lições, se eu permanecer atenta, olhando, com cuidado, o que a situação veio me ensinar, e o que de positivo vai restar. 

A vida está, continuamente,, mudando, nos ensinando algo, resta ser um bom aluno, observando, atentamente,  o que ainda  temos que aprender, nesta escola do viver.

Cida Guimarães
21/11/2023

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Quem sou eu? Quem é você?

Quem sou eu? Quem é  você?

Quem somos? Nos conhecemos, realmente?  Identificamos nossos sentimentos mais íntimos?  Temos acesso a nossas áreas mais escondidas, talvez, até de nós mesmos? Ou a imagem que temos de nós  é  de certa forma ensombrada, colorida pelo nosso ego?

É tão  simples julgar, apontar falhas, desmerecer  os demais. Tentamos nos colocar no lugar do outro, ter, pelo menos, uma vaga ideia de como nos sentiríamos e agiríamos? Provavelmente  não. 

Passamos quase uma vida para começar  a ter uma ideia mais clara deste ser que nos habita, e, muitas vezes, determina nossas ações  e reações, e que custamos tanto a entender. Nos valemos de estudos de auto conhecimento, meditação,  terapia, mapas astrais, Tarot; todo tipo de recurso para tentar entender melhor este ser complexo que somos. Então,  como queremos, sem estar na pele do outro,  reduzir, rotular, emitir julgamentos ?

Jamais conheceremos totalmente nosso próximo pois nem ele  se conhece muito bem, então o que nos resta  é  procurar desenvolver, cada vez mais, empatia, tolerância e compreensão,  e quando o convívio for, realmente, muito complicado,  manter uma distância, que propicie limites de convivência saudável.

Viver e conviver requerem atenção, cuidado, amorosidade e vigilância constantes.  Não  é  fácil, mas nos ensina paciência, tolerância e resiliência, e muito sobre nós mesmos pois tudo que nos incomoda, em excesso,  nos outros, existe em nós. Esta é  uma rica possibilidade  de trabalhar estes aspectos para conseguirmos melhorar como seres  humanos.

Cida Guimarães
30/10/2023
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terça-feira, 24 de outubro de 2023

Esperança

     ESPERANÇA 

 Palavra linda, que vem do latim "sperare", esperar por algo, por um futuro, que desejamos distinto, melhor.  Sem esperança e fé,  jamais atravessaríamos  longos períodos  sombrios.  Quando este sentimento está  presente,  sabemos que se persistirmos, se acreditarmos, que vai passar,  iremos conseguir. 
Sem esperança, não conseguimos lidar com as adversidades. 

Sim, são muitas lutas, mas o sentimento de ter vencido,  mais uma  etapa sofrida, é de conquista, empoderamento. Chegamos até aqui, outras batalhas virão, parte da vida, mas há que brindar e aproveitar dias de saúde  e calmaria.

É necessário paciência, força interior para não naufragar, não ser tragado pelo desespero que, muitas vezes, quer tomar conta de nosso ser. Quando a escuridão  nos envolve, há que esperar que a noite termine, e que raie um novo dia. Não  é  fácil, parece que vamos ser tragados pelo que nos parece ser um abismo inacessível. Nestes momentos,  para não sucumbir,  há  que manter acesa nossa esperança, que ainda há  muita vida a ser vivida, e que vale a pena persistir.


Cida Guimarães 
24/10/2023