terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

CONFIAR OU SUSPEITAR ?

                           

Há pessoas que são  facilmente enganadas. Serão tolas, crédulas  ingênuas, fantasiosas, ou simplesmente boas, com fé no ser humano? 
Acreditam no outro, pensam que como não fariam algo danoso para ninguém, também não seriam alvos de intenções escusas?

Há que se tornar cínico, cético, incrédulo, buscando sempre intenções ocultas, suspeitando de tudo e todos para nos poupar, nos salvaguardar? Não será esta uma semente daninha de desconfiança, que leva aos  atritos, desarmonia, conflitos, e guerras?

Cristo, que foi traído, julgado, condenado, mesmo sendo inocente, uma alma pura, perdoou e pediu clemência aos detratores. Nós, simples pecadores, vamos nos endurecer, perder a capacidade de amar, de acreditar, de sonhar e começar a só suspeitar, julgar, e condenar?
Muitas perguntas difíceis de responder neste nosso mundo de realidade virtual, inteligência artificial, quando precisamos estar atentos, vigilantes. Há todo tipo de fraude e tentativas dos mais variados golpes.

Difícil equação: confiar ou suspeitar? Em se tratando de estranhos, estamos, quase sempre, defendidos,  em guarda, mas a dificuldade é estabelecer quem são os estranhos, quem é real, inteiro, e  não  vai,  de repente, mostrar um lado insuspeito, e desestabilizador? Como  lidar?

Que bênção seria se fossemos todos,  integralmente inteiros, sem faces ocultas, sem meias verdades, e  respeitássemos os demais, em sua integralidade. Provavelmente, nosso bem maior seria mais paz e amor, no seu sentido de compreensão, aceitação e pacificação. Não teríamos tantas guerras, e, com certeza, seríamos seres humanos melhores, mais empáticos, abertos, verdadeiros.


Cida Guimarães
20/02/24

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