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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Comunicação e a Linguagem do Amor

 
A comunicação  é um processo de interação, que nunca é simples  considerando que demanda intenção, empatia e esforço conjunto. Envolve a estrutura educacional e cultural de cada indivíduo, suas expectativas,  maneiras de ser e agir, que sempre são distintas. 



Algumas dicas  de Peggy Guglielmino de seu curso  de Coaching, para melhorar a comunicação, em nossos diferentes relacionamentos:

1.  NÃO RECLAMAR/ACUSAR

 Ao invés de  focar no negativo e  reclamar/ acusar  ou generalizar,  utilizando a 2a. pessoa, de forma acusatória: "Você sempre..."; " você nunca...",  tente usar linguagem afetiva,  falando como você se sente a respeito do assunto/situação. A crítica não resolve conflitos e a outra pessoa se fecha. Comece usando a 1a. pessoa. "Eu me sinto... quando..."; "Fiquei incomodada quando..."; "Me sinto frustrada sempre que... ". Observe a reação que provoca  no outro.

2.  RELAÇÃO 50/50

 Sempre há os dois lados de qualquer situação/ problema; uma relação, que pode ser de 50/50, para mais, ou menos,  mas a responsabilidade nunca é unilateral. É compartilhada. Não há vítimas. Há que assumir sua parte do problema. Muitas vezes não expressamos, claramente, o que pensamos e desejamos. Não podemos desrespeitar  ou permitir o desrespeito, portanto, os limites devem ser estabelecidos.
                     
3. Escuta Ativa
 
Nós sempre buscamos ser  ouvidos/ entendidos, validados, mas há que buscar compreender/ entender ao invés de reagir e retrucar. Usar: "Eu te escuto..." "Eu entendo",  "Sinto muito que você se sinta desta forma". 
Ao se sentir ouvido, a outra pessoa se desarma.  Olhe nos olhos. Sossegue sua voz interior. Esteja totalmente presente, e curioso sobre o que está sendo dito. Se você começar a pensar ou ensaiar o que vai responder, não estará ouvindo ativamente. 
 Esclareça seu entendimento antes de  dar uma resposta ou fazer um comentário. Escute para entender e não julgar.

4. TIMING

Saiba escolher quando abordar algo negativo, ou trazer à tona um assunto delicado.  Aguarde quando ambos estiverem descansados, relaxados.  Escolha o momento apropriado.

Gary Chapman, em seu livro "The Five Love Languages", diz que o fundamental é ser amado e apreciado.  

Nosso instinto mais básico, de sobrevivência, é  o de conexão, de amar e ser amado. Entretanto, em  sua pesquisa descobriu que um grande número de casais não se sentem amados, em seus relacionamentos, e não porque não sejam amados, mas, porque não  identificam, no comportamento do parceiro, o que consideram expressão de amor. Suas expectativas diferem, assim como suas noções de serem amados, são distintas. Há diferentes maneiras de dar/ receber amor de seu parceiro.

Reflita:

Em que situações você se sente amado? O que precisa que façam para se sentir apreciado/amado?
Como você demonstra amor?

 Muitas vezes projetamos no outro o que sentimos ou queremos, e cada pessoa tem sua maneira própria, individual de demonstrar amor.



 Criamos uma imagem idealizada da outra pessoa.
Temos que ter consciência da diferença entre  paixão e amor. 
O apaixonar-se é uma projeção. Um estado, e é passageiro. Projetamos nossas expectativas, criamos uma imagem idealizada. Para amar é necessário tempo e conhecimento.  Amar é uma escolha, um verbo. Você escolhe a cada dia amar.  Ninguém irá encontrar outra pessoa que seja 100%  compatível. Escolhemos encontrar uma forma de fazer funcionar, um esforço para sermos um time, para dar certo.

Chapman fala nas 5 línguagens do amor, ou seja, as formas distintas de dar/ receber amor.  Conforme Chapman, nos sentimos amados ou demonstramos amor, quando utilizamos uma ou mais das formas abaixo:
 
1. Palavras de apreciação
 
Palavras de encorajamento e suporte mudam a dinâmica de qualquer relação.  "Eu acredito em você." Você pode fazer, vai conseguir". Estas palavras fazem  o outro sentir-se valorizado.  Temos que treinar nossas mentes em focar no positivo e mostrar apreciação. Faça solicitações de forma gentil; não dê ordens. "Eu iria amar se você..." . Comente sobre o que o outro faz que o encanta. Elogie atos ou palavras gentis.
 
2- Tempo de qualidade

Passar tempo com a pessoa amada, dando toda sua atenção individualizada, estando realmente presente, fazendo algo junto, compartilhando experiência, e sentimentos, com Interesse real. Use sua escuta ativa e esteja totalmente presente, estabeleça contato visual. Compartilhe seus sentimentos pela experiência conjunta. Seja curioso. Esclareça seu entendimento antes de  dar uma resposta ou fazer um comentário. Escute para entender e não julgar. Faça o tempo compartilhado memorável.

3- Contato físico

Tocar/ ser tocado, abraçar, beijar, acarinhar fazem parte de nossas demonstrações de amor.  Todos precisamos do contato físico, que pode ou não ser sexual. A interação sexual  por si só, não define a sensação de sentir-se amado. São os pequenos gestos de carinho, toques de amor.

4. Atos de serviço

Quando alguém nos ajuda, faz algo por nós, nos presta um serviço, quebra um galho, faz alguma de nossas tarefas, nos sentimos queridos, amados. Há determinadas tarefas que amamos quando nosso parceiro(a) faz por nós, principalmente quando é algo que geralmente não é sua tarefa.

5. Presentes/lembranças
 
  Lembrar ou saber que lembraram de nós. Uma lembrancinha, uma foto, uma mensagem, uma flor, nos fazem sentir amados, queridos. Não precisam ser presentes caros, ou em datas específicas, mas sim  uma lembrança de um momento vivido, uma experiência compartilhada. Demonstrar através de pequenas lembranças que o outro está presente mesmo  na ausência.

Em PNL há certos princípios  que propiciam uma  comunicação mais eficiente:

1. O mapa não é o território. 

Em CBT, estudamos este conceito de  Alfred Korzybski,  um dos princípios mais importantes de PNL. O que eu vejo, sinto, minha perspectiva  da realidade é somente parte de um todo. Até mesmo nossas memórias, que dependem de nossos cinco sentidos são parciais e limitadas. Não lembramos 100%;  muito é perdido, e o que permanece são lembranças subjetivas, de partes de um todo que nos marcaram de alguma forma, e que, muitas vezes, são lembranças  adulteradas.

2.  Minha interpretação é limitada.

 Nosso mapa não é completo e nossas interpretações do mesmo,  são, também, limitadas  por nossas emoções, bagagens pessoais, histórias de vida, educação, etc.  Não podemos considerar nossas memórias como retratos fiéis do que ocorreu; são somente nossa interpretação pessoal de determinado acontecimento, fragmentos de um todo. São somente  lembranças pessoais e subjetivas, e é por isto que há tantas versões de fatos históricos.

3.  Flexibilidade

  Quanto mais flexíveis somos, mais influência temos  para fazer a comunicação ser bem sucedida. Há que tentar olhar pela perspectiva do outro, sem tentar impor  um ponto de vista ou mudar a opinião do outro. Somente com uma mente flexível podemos levar a comunicação a um bom resultado, e conseguir resoluções favoráveis.

3. Escuta ativa

Ouvir atentamente, com curiosidade, silenciando nossa voz interior. Não pular para conclusões, interromper, julgar ou aconselhar. Elucidar se entendeu corretamente, parafraseando, ou fazendo perguntas elucidativas.

4. A comunicação está sempre presente

Comunicamos mesmo quando decidimos ficar em silêncio. Nosso silêncio muitas vezes é mais eloquente que palavras. Comunicamos através do olhar, sorriso, linguagem corporal. Nunca falhamos em nos comunicar.  Sempre há alguma categoria de comunicação. Temos que estar atentos para o quê estamos comunicando.

5. Propósito inconsciente

Agimos guiados por uma intenção, que acreditamos (inconscientemente|) irá nos beneficiar de alguma forma. Mesmo nos casos extremos, que têm resultados negativos, catastróficos, o sujeito pensou em algum benefício com sua ação.
 Há que questionar nossas intenções e o que está por trás delas.

 Para melhorarmos nossa comunicação é necessário um interesse real em entender e ser entendido, buscar pontos comuns, checar entendimento. Não é fácil e simples, e devido a isto há tantos mal entendidos e problemas  resultantes de uma má comunicação. Como vimos, uma das principais condições para uma comunicação efetiva é saber escutar, ter empatia e  uma fala amorosa.



Segundo Peter Ustinov: " Comunicação é a arte de ser entendido."

Referências:
Texto baseado em  cursos de CBT e NLP, ministrados por Kain Ramsey, Udemy; curso de Coaching de Relacionamentos por Peggy Guglielmino, Udemy.
Tradução, resumo e adaptações de Maria Aparecida Guimarães

sábado, 24 de outubro de 2020

Nossas escolhas !

 


A vida é vivida de dentro para fora, e não de fora para dentro. O único que temos controle na vida são nossas escolhas;  e como escolhemos responder às situações.
Nosso bem-estar emocional e mental  não é o resultado do que  ocorre no mundo externo, mas sim das escolhas que fazemos, a cada minuto. Muitos criam problemas, em suas vidas, porque ficam incomodados com a calma, com o silêncio, que os forçam a refletir e ter autoconsciência. Isto significa que não querem lidar com os problemas ou assumir responsabilidade por eles, e acabam por desenvolver estratégias de  evitação. 

Os problemas só nos podem ser úteis se os encararmos, aprendendo com eles. Tudo se resume a como respondemos ao que nos atinge. 

É necessário  desenvolver uma atitude  "mindful", com consciência dos  valores, que guiam nossas escolhas. Uma pessoa madura, consciente, deve  cultivar as seguintes atitudes, posicionamentos, e características, que denotam maturidade e caráter:



Assumir Responsabilidade  X Delegar Responsabilidade

 Quando praticamos "Mindfulness", nos damos conta que somos seres imperfeitos, de muitas formas, e esta verdade nos fortalece.  Ao reconheceremos nossos defeitos, imperfeições, pelas quais não somos responsáveis, podemos, sim, ao tomar consciência, assumir responsabilidade, e buscar melhorar, respondendo às situações de forma distinta,  e parando  de culpar os outros, e o mundo, pelos nossos problemas, em um processo de vitimização.  
 A forma como respondemos e lidamos com  as dificuldades é determinante. 
Quando tomamos consciência da quantidade de escolhas, que temos, e como decidimos responder às circunstâncias; ou  assumimos responsabilidade por nossas escolhas, ou passamos  as mesmas para outros. Não podemos delegar o que nos cabe. Temos que assumir o controle, e responder por nossos atos.

 Para refletir:

1. Você  naturalmente assume responsabilidade por seus atos?
2. Você tende a assumir responsabilidade por outros?
3. O que mudaria em sua vida se não assumisse responsabilidades que não são suas?

Humildade X Arrogância e Orgulho


Somos humildes quando assumimos a parte que nos toca de responsabilidade pelos erros e falhas  cometidas, em uma determinada situação. Me reconheço como imperfeito, busco o perdão, a conciliação.

O orgulho e a arrogância são as armas dos tolos e inseguros, que se acham, sempre, certos.

Para refletir:

1. Já ocorreu de você não assumir responsabilidade pelo papel que exerceu em determinada situação e pelo resultado que se seguiu? 
2. Como o resultado teria sido distinto se você tivesse assumido sua responsabilidade?
3. 
Como sua vida seria distinta se você assumisse responsabilidade por suas imperfeições?

Buscador da Verdade  X Promotor de Opiniões

Pessoas maduras estão, sempre, em busca da verdade. Não debatem opiniões, buscam descobrir o que é real.  A verdade, entretanto, nem sempre é  confortável. É sempre mais fácil nos basearmos nas opiniões de outros, do que encarar a realidade, e descobrir o que é verdadeiro. Opiniões  nem sempre tem suporte  real, podem estar  baseadas em mentiras ou  falsos pressupostos. Há que buscar o que é real, verdadeiro.

Para refletir:

1. Sendo honesto com você mesmo, quantos de seus contatos  pessoais, sociais e profissionais são baseados em verdade?

2. Como a qualidade de seus relacionamentos mudaria se você escolhesse ser verdadeiro e transparente?

Promotor de União X Promotor de Desunião



 Um promotor de união não é guiado por preconceitos, sejam de raça, sexo, orientação religiosa, política. Não coloca rótulos. Escuta atentamente, não emite julgamentos, tem consciência que somos seres distintos, imperfeitos, portanto, sujeitos a falhas e erros. Busca a conciliação, o entendimento. É empático.
O promotor de desunião tem ideias pré-concebidas, é rígido em seu pensar, coloca rótulos; é crítico feroz, apontando falhas, erros e julgando os demais.
Para refletir:
Identifique quais os sentimentos que você tem, em relação às palavras abaixo, sem pensar, o que a palavra desperta em você:

Palavra                                                                              Sentimento

Bixa

muçulmano

lésbia

católico

evangélico

mãe

pai

pedófilo

terrorista

homossexual

transsexual

travesto

filhos

irmãos

Decisão  X Procrastinação



Quando você procrastina, geralmente, tem medo de decidir, deixa sempre para depois. O decidir, sempre implica, em perdermos algo, em fazermos escolhas. Ao deixarmos para depois estamos tentando evitar a tomada de decisão. Não queremos renunciar a algo. Não é  positiva a paralisação, ou o adiamento de decisões. Geralmente adiamos tarefas complexas,  ou decisões difíceis, com medo de não sermos capazes, ou das consequências. Muitas vezes já vivenciamos algo semelhante e  receamos resultados parecidos. Precisamos ter consciência do que nos bloqueia /impede a tomada de decisão. 

Para refletir

É fácil ou difícil para você a tomada de decisão? O que mais lhe bloqueia?

Fé Ativa ou Dúvida Cautelosa

Quando você decide é porque tem fé, acredita que vai conseguir, que terá sucesso em sua empreitada porque usou seu julgamento; não fica duvidando de sua capacidade ou criando o pior cenário possível. Não baseia sua decisão na opinião dos demais, no que podem pensar. Segue sua intuição e acredita em resultados positivos.

Para Refletir
 
Até que ponto  você segue seus sonhos, e acredita neles, ou o medo lhe paralisa?

Desejo de Crescimento x Desejo de Prazer

O prazer é sempre temporário e nos deixa insatisfeitos.  Quando buscamos incessantemente coisas, bens pessoais,  satisfação de nosso ego, e estamos sempre em busca de mais, nos tornamos eternamente infelizes já que a satisfação é sempre momentânea.
,O crescimento é permanente, mas chega somente  quando assumimos  consciência de nós mesmos,  e responsabilidade total  por nossas experiências, e pelas consequências de nossas decisões.

Para refletir

 Pense em uma situação onde você escolheu o prazer momentâneo. Qual foi o resultado desta experiência?

Mansidão Aplicada X Auto-Promoção



Quando as pessoas colocam máscaras e pretendem ser quem não são, tentando  aparentar serem melhores que são, compensando áreas, nas quais são falhas, estão se auto promovendo;  ao passo que mansidão é a força sob controle. Você é seguro de si mesmo, não precisa provar nada, tem segurança e calma para não entrar em confrontos desnecessários. 

Para refletir

Você já tentou, em alguma ocasião compensar por uma falha se auto promovendo? 

Podemos dizer que  somos praticantes de "mindfulness", quando  buscamos nosso desenvolvimento pessoal, conscientes da responsabilidade que temos por nossos atos e suas consequências; somos humildes na busca da verdade, promovendo união, e tomamos decisões com fé e desejo de crescimento; tudo, sempre, com mansidão e gentileza, e com base sólida .

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Teste! Você é um bom ouvinte?



Muitos se consideram bons ouvintes, sem diferenciar entre ouvir e escutar. A maioria de nós nasceu com a capacidade de ouvir, mas a habilidade de escutar é completamente distinta; é difícil de  ser desenvolvida, e requer tempo e paciência.
A escuta atenta é vital para desenvolvermos e mantermos relacionamentos saudáveis. Quando interagimos é muito fácil nos distrairmos.  Somos, naturalmente, inclinados a  pensar ou ter emoções que nos distraem das conversas que estamos mantendo; seja com o que está acontecendo ao redor, com o que vamos dizer na sequência, com sentimentos e/ou pensamentos, e, com isto,  perder partes importantes da conversa.

A escuta atenta requer esforço consciente para ouvir não somente as palavras, mas a mensagem que está sendo transmitida, assim como o que não está sendo, explicitamente dito.



Em uma postagem  anterior de  Teoria Cognitiva Comportamental," Você sabe escutar?"  demos algumas dicas de como escutar de forma positiva.

 Hoje, em  "Minfulness", Escuta Ativa, vamos testar até que ponto você é um bom ouvinte, ou se  as informações entram por um ouvido e saem pelo outro?

Considere cada uma das afirmações, abaixo, e indique como você responde a cada uma, usando a escala abaixo:

 1= Raramente

 2= Ocasionalmente

 3= Geralmente  

 4= Sempre

                                                                                                                                Circule sua resposta

1. Eu me lembro que a escuta é uma oportunidade de aprender algo novo.                  1    2    3   4
2. Eu escuto, mesmo quando discordo da outra pessoa.                                                   1    2    3   4
3. Eu presto atenção, mesmo quando o assunto não me interessa.                                  1    2    3   4
4. Eu foco nas ideias da pessoa e não em sua aparência e/ ou maneirismos.                  1    2    3   4
5. Eu deixo a pessoa terminar de falar, antes de  firmar uma opinião.                           1    2    3   4
6. Eu tento entender os sentimentos das outras pessoas, assim como suas palavras.     1    2    3   4
7. Eu procuro entender o ponto de vista do outro, antes de responder.                           1    2    3   4  8.  Eu sou calmo, relaxado e  paciente enquanto escuto.                                                   1    2    3   4
9.  Eu não permito que distrações desviem minha atenção.                                              1    2    3   4
10. Eu não interrompo a outra pessoa.                                                                                1    2    3   4
11. Eu tomo notas se quero lembrar os pontos mencionados.                                           1    2    3   4
12. Eu procuro refletir nas ideias principais da outra pessoa.                                          1    2    3   4
13. Eu faço perguntas, não ameaçadoras, para garantir que entendi.                             1    2    3   4
14. Eu, geralmente,  reformulo o que foi dito para ver se entendi correto.                      1    2    3   4


Conte seus pontos:
50-60  Excelente! Você tem ótima habilidade de escuta.
40-49  Ótimo! Você tem habilidades acima da média, mas há espaço para crescimento.
30-39  Seu resultado é promissor, mas  há largo espaço para desenvolvimento
15-29  Sua habilidade não é estas coisas, precisa desenvolver muito.



sábado, 19 de setembro de 2020

O que é necessário para termos bons relacionamentos ?

 Conectados ou desconectados?

 Como podemos melhorar nossas conexões, considerando que relacionamentos são um dos desafios mais complexos de nossa existência? 
Seja em relacionamentos familiares, nossos amores, amigos, ou em um contexto profissional os conflitos podem nos custar tranquilidade, e paz interior. A principal razão que temos dificuldade em nos relacionar de forma positiva  é porque, geralmente, não conseguimos ver além de nossos parâmetros de referência, necessidades, e preferências egoístas. Usualmente, entramos em batalhas estéreis na tentativa de termos razão, estarmos certos. Quando os relacionamentos são gerenciados desta forma são sempre carregados de conflito, frustrações, e desentendimentos.

É  crucial para um  relacionamento significativo que  cada parte assuma total responsabilidade por seu desempenho, aprendendo a se tornar mais doador, amoroso, compassivo, e compreensivo enquanto gerencia seus medos internos, seus pensamentos, arrogância, e insegurança. 
Sempre que há uma comunicação, podemos estar estabelecendo uma conexão rica, ou simplesmente nos desconectando, e isto ocorre, geralmente, porque a comunicação não se dá de forma harmônica. Geralmente, nossos pensamentos, suposições,  temores, visão que temos do outro, influenciam nossa percepção do que acreditamos  que a outra pessoa quer dizer.  
 Há sempre muita discrepância entre:
O que queremos dizer (nossa intenção) > o que, de fato, dizemos(como nos expressamos) > o que o outro escuta> e o que é entendido.

Muitas vezes, não nos expressamos de forma ideal, e acabamos utilizando palavras que não traduzem nossa intenção; a pessoa com quem estamos nos comunicando, também interpreta o que foi dito, conforme suas suposições, ou visão que tem de nós, e há o barulho na comunicação, e consequente, desconexão.
 Algumas práticas, simples, que nos ajudam a fazer  progresso significativo em nossos relacionamentos incluem uma escuta ativa, fala atenta e meditação focada. 

Abaixo, Os três elementos -chave, neste processo.

ESCUTA PROFUNDA:

Muitos de nós não escutamos, cuidadosamente, o que os demais nos dizem, durante a comunicação. Geralmente, estamos mais focados em como vamos responder, ou como o que o outro, está dizendo, nos faz sentir. Temos dificuldade em prestar atenção porquê nossas mentes querem se mover para outra pessoa, ou coisa. Quando agimos, desta forma descuidada, perdemos muito do que está sendo dito, o que arruína a confiança e intimidade.  Esta é a principal razão de termos dificuldade em lembrar o nome de alguém após uma apresentação; não é por nossa memória ser ruim, e sim porque estávamos focando, em outra coisa, quando nos disseram o nome.
Quando escutamos de forma atenta o que está, ou não, sendo dito, mandamos uma clara mensagem que valorizamos e apreciamos o que a pessoa tem a dizer. Nossa atenção ao detalhe demonstra respeito, apreciação, e que realmente nos importamos com o outro. Estes fatores agregam confiança, fundamental em um relacionamento. Se sua mente vagar por alguns momentos, seja honesto, diga que perdeu algo, e peça que  a pessoa  repita, demonstrando que você está interessado no que está sendo dito, e quer entender. Tente fazer isto, e veja,
 como a pessoa se abre para a comunicação.

FALA CONSIDERADA (MINDFUL)

Quantos dos conflitos,  em  relacionamentos, são devidos às suposições incorretas ou desentendimentos? 
Alguém julga erroneamente suas intenções e as coisas azedam, daí em diante.
Sempre que estamos engajados em uma conversação, ocasionalmente,  sem cuidado, atenção, dizemos a primeira coisa que vem à  mente; raramente, paramos para considerar, cuidadosamente, como nossas palavras serão interpretadas pela outra pessoa. A maioria supõe que os demais vão entender o que queremos dizer. Errado! Temos que checar se conseguimos nos expressar adequadamente. O que dissemos, o que foi entendido. Quando isto não ocorre, há o desentendimento. Apesar de não podermos controlar como os demais vão reagir, ou responder às nossas palavras, podemos, certamente, reduzir a possibilidade de sermos mal interpretados, ou desentendidos.

Ao praticar a fala atenta, cuidadosa, começamos a resistir à necessidade de, imediata, e descuidadamente, reagir ao que os outros dizem  e fazem.  Da mesma forma que agimos, às vezes, de forma não intencional, os demais, também, podem incorrer no mesmo problema, e isto, não significa que nos desejam o mal, simplesmente, que nenhum de nós é um comunicador perfeito.
Pausar, refletir, e escolher as palavras sabiamente. Garanta dizer o que você pretende e pretenda dizer, o que você diz. Escolha comunicar palavras que sejam amorosas, compassivas e respeitosas, e use um tom calmo e não ameaçador. Lembre que nem sempre precisamos expressar nossa opinião. Muitas vezes, a não resposta é melhor que uma emocionalmente  carregada.

‘MINDFULNESS’ MEDITAÇÃO



A meditação está no centro de nossa prática de ‘mindfulness’. Se queremos entender como os relacionamentos podem ser  integrais, precisamos apreciar como nossos pensamentos, e ações impactam nossos relacionamentos. A meditação atenta, e consideração ativa, vão nos ajudar  não só a entender nossos relacionamentos com maior precisão,  como, também, nos ajudar a ganhar força interior, que precisamos para resistir  nossas inseguranças. Não é complicado!
 Encontre um local calmo, onde não seja incomodado pelos próximos 5 minutos. Sente em uma cadeira com as costas retas, pés no chão, e as mãos em uma posição confortável. Feche os olhos e observe sua respiração. Quando sua mente vagar, traga sua atenção de volta (auto-regulação). Sua mente vai continuar a vagar. É normal, não espere perfeição. Só  a traga de volta. Você pode começar com sessões de 5, 10, 15 minutos, e aumentar quando se sentir mais confortável.
A meditação aquieta o excesso de fala em nossa mente, acalma nossas emoções para podermos conter nossas reações, e ver o mundo com mais clareza e acuidade.
Todos desejamos ter melhores relacionamentos, com as pessoas de nossas vidas, mas não sabemos como fazer. Estas três práticas simples, podem melhorar, significativamente, seus relacionamentos, em um curto espaço de tempo. Elas são o alicerce  de uma prática "Mindul", levando a um melhor entendimento de seus relacionamentos, e o cultivo de uma conexão mais profunda com os demais,

"É muito bonito descobrirmos que na oportunidade de encontrar o outro, também encontramos um pouquinho daquilo que somos. Há duas formas da fazermos isso: nos alegrando quando vemos, refletido no outro, um pouco daquilo que temos de bom. Mas também podemos nos entristecer, quando vemos o que o outro tem de ruim e descobrimos que somos ruins também, daquele jeito.

Por isso é natural que, muitas vezes, aquilo que eu escuto de ruim do outro eu acabo não gostando, porque, na verdade, ele me mostra o que eu sou."


terça-feira, 15 de setembro de 2020

Quais os pilares de bons relacionamentos?


Quando os relacionamentos humanos vão bem, eles são o que há de mais valioso, significativo e satisfatório. Relacionamentos saudáveis são essenciais para nosso bem-estar. Quando temos bons relacionamentos, conseguimos:
   Paz, Esperança e Alegria
Quais são, entretanto, os elementos necessários para construirmos  uma relação forte, equilibrada?
Quando não estamos conscientes desta questão pode ser difícil reconhecer quando as práticas relacionais estão construindo um relacionamento, ou o destruindo.  É similar a uma casa que requer que a base seja sólida, ou pode ficar insegura, não saudável, e vulnerável a desastres. Como com qualquer construção, o tamanho do edifício, depende de seus alicerces.
Os alicerces de um relacionamento dependem de um acordo entre as partes  envolvidas de praticarem amor, respeito e aceitação incondicional. Este amor incondicional é difícil para muitos, hoje, onde a disposição de dar, é geralmente  influenciada por quanto estão esperando ganhar. Somente com aceitação incondicional, as pessoas podem ser o que são, sem medo de julgamento, rejeição, manipulação e controle.  A base de sustentação  precisa ser confiança, ao longo do tempo. Primeiro, entretanto você tem que se aceitar, para, então poder aceitar o outro.

Os 7 pilares de um  relacionamento saudável são:


1-  AMOR

 O pilar do amor é incondicional, por natureza. O amor  despreza imperfeições, e aceita a outra pessoa a despeito de hábitos, e comportamentos. O amor reconhece que ninguém é perfeito, e se importa com todas as outras partes da outra pessoa. Amor não é um sentimento, mas uma escolha. Amar incondicionalmente pode ser uma das escolhas mais difíceis que podemos fazer, como humanos, especialmente, quando não queremos amar.
 Amor e dedicação caminham lado a lado.

2-  Honra

Honra é um termo comumente mal-empregado, principalmente em casamentos. Muitos consideram honra como algo a ser esperado. HONRA está mais  em dar do que em receber. Eu posso não gostar ou respeitar as ações, atitudes, ou comportamento de outra pessoa, mas eu ainda posso  honrar esta pessoa, através da maneira  pela qual me comporto publicamente. Honrar alguém não é o mesmo que respeitar. É possível honrar, sem ter respeito. Respeito é ganho ao longo do tempo. Honrar tem a ver em como minhas escolhas de vida, honram a outra pessoa.  Honrar é devolver a alguém o que esta pessoa tem por direito, por sua posição, cargo, etc; respeito, conquistado ao longo do tempo; honrar é reconhecer o direito do outro.

3- Auto-Controle

O  pilar do auto-controle é central  para a  maturidade de caráter. Significa que você pode estabelecer objetivos, e colocar o esforço necessário para os colocar em ação. Às vezes, o melhor exercício de auto-controle é escolher  amar alguém, mesmo quando sentimos que não amamos mais. Amar é a escolha aplicada através de auto-controle. O auto-controle caminha paralelo com maturidade e responsabilidade, e remove nossa opção de culpar outras pessoas, por nossas escolhas. Em qualquer relacionamento, quando duas pessoas, consistentemente, demonstram que podem controlar suas emoções, e comportamentos, eles vêm seu relacionamento florescer, e provam que são dignos de confiança. 

4- Responsabilidade

Responsabilidade significa  a habilidade de responder. Um indivíduo responsável é aquele que age por sua conta, sem a interferência de outros, cumpre suas obrigações, em qualquer situação. A responsabilidade pessoal é um sinal de bom caráter. É a disposição de enfrentar as circunstâncias, seja quais forem, e fazer escolhas sábias e congruentes, com quem você é. Não fugir de problemas, desafios ou relacionamento difíceis.

5- Verdade

  Pessoas maduras são dedicadas a verdade. Sabem a diferença entre crenças, sentimentos, opiniões, e a verdade. Os imaturos não gostam da verdade, pois expõe sua imaturidade. Confiança é estabelecida ao fazermos escolhas sábias e responsáveis, e é conquistada com o tempo, e o sempre dizer a verdade, mesmo que seja difícil. Nem sempre as pessoas gostam da verdade, mas sempre a respeitam, pois, sabem onde estão. Toda vez que eu digo a verdade, eu dou informação para que o outro decida se deseja ou não permanecer comigo. Praticar a verdade é algo assustador, e que nos deixa vulneráveis, mas é crucial para construir um relacionamento, que valha a pena manter.

6- Fé

O pilar da fé é ereto quando duas pessoas demonstram, consistentemente, que  estão determinadas a serem honestas, e a dizer a verdade.  O medo se origina de uma expectativa de que o pior cenário possível ocorra, e a fé se origina da esperança do melhor cenário. O resultado da fé em um relacionamento é que ambas as pessoas podem ser elas mesmas (100% honestas) ao perseguirem seus objetivos. A fé no outro, cresce, somente, quando experimentamos aceitação incondicional, amor, verdade, honestidade e honra.

7- Visão

As pessoas sábias estabelecem hábitos diários, e relacionamentos que reforçam sua visão de futuro, e as fazem lembrar de quem são. Quando duas pessoas constroem um pilar de visão, em um relacionamento, elas compartilham o conhecimento que têm uma da outra sobre suas paixões, identidades e chamadas de futuro. Em uma visão compartilhada, a confiança, e a verdade se tornam ainda mais críticas no relacionamento
Sem confiança e honestidade, uma visão não será nada. A visão compartilhada promove responsabilidade mútua de forma que quando os desafios e dificuldades surgem (como inevitavelmente ocorre) o pilar da visão, reforça a conexão, e a protege de ser esquecida ou equivocadamente negligenciada.

Você deseja uma relação mais profunda com outras pessoas? Queres relacionamentos que tragam maior abundância, para você e os outros? Se você deseja isto, então, persiga estes 7 pilares com toda sua força e dedicação.

Examine sua atitude em relação a estas sete áreas, e se pergunte:

1. Meu parceiro (a) pode ser ele(a) mesmo(a) quando está comigo?
2. Eu me conduzo de forma a honrar outras pessoas?
3. Digo aos outros o que vai em meu coração?
4. Respondo com maturidade em situações complicadas, ou reajo culpando os demais por minha atitude, e comportamento?

Lembre-se que ninguém pode controlar suas escolhas, a não ser, você mesmo; que ninguém vai manter sua honra, seu auto-controle, responsabilidade, gerenciar sua verdade,  e executar sua visão, e fé, exceto  você mesmo. 

Você pode decidir e ficar, sempre, no comando de sua vida.


terça-feira, 1 de setembro de 2020

Qual a medida do amor?

  

"As pessoas foram criadas para serem amadas. As coisas foram criadas para serem usadas. O mundo está um caos porque as coisas estão sendo amadas, e as pessoas estão sendo usadas." 
Dalai lama


Como estão sendo nossos relacionamentos? Estamos amando os outros, ou os usando, por conveniência e  interesse? Os  relacionamentos,em geral, são descartáveis?

A 2.ª. Dimensão de  "MINDFULNESS"  fala de nosso relacionamento com os outros; 
a 1.ª. dimensão é  sobre o nosso relacionamento conosco.

 A qualidade em nossa vida é determinada pela qualidade de nossos relacionamentos.

 Precisamos estar conscientes de nossos sentimentos, pensamentos, ações.  "Mindfulness", não  é  sobre esvaziar a mente, mas sim  em focar, no que é relevante. Selecionar nossos pensamentos. 

Só conseguimos desenvolver a 2.ª dimensão, se já tivermos desenvolvido a consciência de nós mesmos, de quem somos, de nosso auto-valor, de nossos objetivos, e do que precisamos trabalhar em nós. É sobre auto-conhecimento, e desenvolvimento pessoal. Precisamos estar em paz com nossa história, vivendo nosso presente para poder melhor nos  relacionar com os outros.

A base de relacionamentos sadios com os demais, é, em primeiro lugar, estarmos bem conosco, nos conhecermos, e isto demanda: 

CONFIANÇA E TEMPO

Para confiarmos em alguém, precisamos de tempo para verificar sua maturidade, determinação, consistência e força de caráter. As ações da pessoa devem ser coerentes com sua palavras. Precisamos ver se há consistência.

"Tenho um coração grande o suficiente para amar incondicionalmente, e uma mente ampla o suficiente para abraçar as diferenças que fazem cada um de nós, único."
 D. B. Harrop. 

Podemos constatar que relacionamentos sadios não são baseados no que recebemos de alguém, mas sim no que investimos na relação.

 Em princípio, cada um deveria estar disposto a investir 100% na relação, procurando aprofundar a conexão,  a intimidade, a confiança, e o entendimento mútuos, dedicando tempo e atenção, sendo leal,  e não quebrando a confiança.

Quando não temos conexões significativas, nos sentimos isolados e incompletos.  Entretanto, os empecilhos para conexões sadias são: abalo de confiança, relações de dependência, egoísmo, falta de tempo,  falta de atenção, não aceitação das características inatas do outro, e disparidade entre o dar e o receber.

"Aqueles que nos ajudam a crescer para nos tornarmos nosso verdadeiro"EU", oferecem amor incondicional. Eles não nos julgam como sendo deficientes, nem precisam que mudemos. Nos aceitam, como somos. "
 Parker J. Palmer

Todos gostaríamos de sermos amados incondicionalmente. A aceitação incondicional é a base de relacionamentos bem sucedidos. Sem aceitação do outro, não há como construir relacionamentos saudáveis.
  Será que sabemos dar este amor incondicional?

Não falamos, aqui, de aceitar atitudes desrespeitosas e abusivas, ou manipulação de qualquer tipo, mas sim de amar e aceitar o outro, com suas idiossincrasias, sem querer mudar o outro. Eu ser eu, e você, você, cada qual com suas características pessoais,  diferenças, altos e baixos.

 Se uma pessoa se considera melhor, ou  pensa que vive melhor do que a outra, isto é desrespeitoso e degradante. Quando você ama alguém de forma incondicional, o objetivo final de conexão é  mais importante do que o estar certo ou errado, que fica pequeno, insignificante.


Não é possível controlar como os outros são em relação a nós, mas podemos escolher estar abertos a aceitar, sem julgamentos, dando nossa atenção e tempo.

Hoje, a alta taxa de divórcios e problemas de relacionamentos é devida ao  egoismo, o pensar primeiro,  em  seus interesses, e vontades, olhar somente de uma perspectiva. Queremos que o outro mude; não fazemos nós, o exercício de mudar, de olhar por outra lente, de sermos mais empáticos. Queremos ser aceitos, como somos, mas não fazemos o exercício de  tentar entender, e aceitar o outro. Nossa sociedade está doente de egocentrismo, e de posições radicais.

Nossos relacionamentos dependem, também, da forma como nos dirigimos ao outro. Somos, sempre gentis e delicados em nossa fala? Ou respondemos de forma agressiva, sem cuidar nosso tom? Falamos com os íntimos, como falamos com estranhos?
Há que pensar que a intimidade não deve dar lugar à falta de cuidado, com o outro. Falaríamos com  um estranho da mesma forma? O amor demanda cuidado, gentileza,  e atenção.

Podemos dizer que o alicerce de relacionamentos é a confiança,  tempo, e aceitação incondicional.  Há 7 pilares essenciais:

 AMOR-HONRA-AUTO-CONTROLE- RESPONSABILIDADE-VERDADE- FÉ - VISÃO.

Precisamos amar e honrar este amor. O  primeiro pilar é  o amor,  que deve ser honrado em sua essência,  portanto, vai exigir  nosso  auto-controle, e responsabilidade. Há  que ser exercido com verdade, fé no relacionamento e visão de futuro.

 Estes pilares se aplicam a todos os relacionamentos, não só os amorosos. Em uma empresa há a necessidade que a base seja de confiança e de aceitação do outro (parceiro/sócio)  que o amor ao que fazemos seja o fio condutor, e que os demais pilares estejam presentes e sejam respeitados.

Para reflexão:

Você já deu ou recebeu amor incondicional? Qual a sensação de ser amado, independente de qualquer coisa?

Há alguém que poderia se beneficiar de seu amor incondicional?

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Como lidar com nossas emoções ?

                   

                                             

                                                        

Nós todos temos limitações, em diferentes áreas. Geralmente os problemas são nosso ponto de partida devido às emoções, que  ligamos a eles.  O foco nos problemas e emoções não nos ajuda. Nossos pensamentos  podem nos cegar, e são eles que  criam nossos problemas. Eles são acionados pela nossa interpretação de acontecimentos, e são criados por nossas atitudes, crenças e raciocínio. Nossas emoções colocam nossa vida de cabeça para baixo, se nos deixarmos levar pelas mesmas. Se conseguirmos dominar nossos pensamentos, e, consequentemente, as emoções que detonam, estaremos diminuindo ou controlando nossos problemas. 

Pergunte-se: 

1) De onde vem este pensamento? Quando surgiu?
2)  Onde este pensamento vai me levar? Vai me ajudar  ou me prejudicar?
      Construir ou destruir?
3) Posso compartilhar isto com outras pessoas?


Precisamos focar em nossa respiração, e encontrar nosso ponto de equilíbrio. 

É necessário treinar nossa mente para se desligar de pensamentos negativos ou prejudiciais. Não podemos parar nossos pensamentos, mas podemos disciplinar  nossa mente para focar em aspectos mais importantes. Podemos plantar ideias. O truque para se adquirir mais eficiência, não é parar os pensamentos, mas ter consciência  e gerenciar com mais eficiência, escolher o foco de nossa atenção.


 Precisamos, primeiro, identificar, ter consciência, do que está ocorrendo conosco, e desenvolver auto regulação. Quando nos damos conta que as emoções estão nos dominando, precisamos agir em alinhamento com nossos interesses e valores fundamentais. Quando violamos nossos valores, temos sentimentos de culpa, vergonha, ansiedade que minam nosso bem-estar mental e emocional. Ao nos darmos conta que estamos sendo levados pela emoção, temos que dirigir a atenção para nossa respiração, de forma a reduzir o ‘stress’, colocando nossa atenção em um objetivo.

Em anos recentes, as emoções têm sido definidas como entidades separadas de nós, e  psicólogos escolheram definir nossos estados emocionais, como doenças, e condições médicas. O problema em rotular estados emocionais, desta forma, é que os indivíduos se tornaram enfraquecidos para ter um papel ativo e assumir o controle sobre a qualidade de seus pensamentos.

 A palavra EMOÇÃO vem do latim "Emotione", e significa mover-se.
 As civilizações antigas acreditavam  que as emoções influenciavam o comportamento humano; atualmente na Teoria Cognitiva Comportamental e Programação Neuro Linguística, dizemos que as emoções super motivam ou governam o comportamento, Seja sutilmente ou de forma intensa; consciente ou inconsciente, todas  têm uma destas 3 motivações:

1- Motivação de Abordagem

 Queremos ter mais de algo, experimentar mais, aprender ou apreciar mais. Aumentamos o valor de nossa atenção. Emoções típicas são: interesse, prazer, compaixão, confiança e amor.
Comportamentos típicos são: encorajamento, relacionamento, negociação, cooperação, influência, colocar limites e proteger.

2- Motivação de Evitamento


Queremos ficar distantes de alguém ou de algo que consideramos não digno de nossa atenção.
Comportamentos típicos são: ignorar, rejeitar, afastar, diminuir e dispensar.

3-Motivação de Ataque


Queremos desvalorizar, insultar, criticar, minar, prejudicar, coagir, dominar, incapacitar ou destruir. Podem ser reconhecidas pelo ódio, raiva, desgosto, desprezo. Ataques característicos  podem ser reconhecidos   e são: manipular, exigir, dominar, coagir, ameaçar, ‘bullying’, prejudicar e sabotar.

 Os sentimentos são o componente consciente, mais mal-entendido, das emoções. Contrastando com a simplicidade da motivação básica, os sentimentos são complicados, sempre em mudança e sujeito aos humores (depressão, tristeza, euforia)  sensações (calor, frio, dor, conforto) e estados psicológicos.

O auto regulamento é o respeito  da relação consigo mesmo e sua habilidade de exercer o esforço de auto controle e auto-avaliação crítica para atingir  o melhor resultado possível em uma  determinada situação, sobrepujando o medo, a preguiça, na busca de sua realização.

Os fundamentos das Crises. Geralmente são decorrentes de dependências e/ou expectativas irreais.

1) Dependências - Geralmente entramos em crise devido à dependência (de outra pessoa) ou por expectativas irreais.

Em relacionamentos, seja de casais, de  chefe e empregado, de colegas, etc., se não houver um comprometimento igual, se a relação não for equânime, e os partícipes não estiverem  contribuindo para a relação de forma igual, irá se criar alguma dependência, que vai acabar em crise. As dependências são sempre negativas, seja de algo, ou de alguém. Inferioriza o dependente e faz do outro algoz, tirano. Há que buscar relacionamentos que sejam harmônicos, em que os participantes contribuam de forma igual para a relação. Relacionamentos onde haja interdependência, e as pessoas se completem por si mesmas e, sejam reciprocamente fontes de confiança e segurança.

 Minha felicidade não depende do outro. As pessoas precisam se completar, mas serem capazes de se sustentar por si próprias.

É necessário ficar atento e evitar:

a) Uma vida passiva, esperando que o outro faça a vida acontecer e dependendo do outro para ser feliz;

b) Tirar  mais de uma relação do que dar. Quando a relação não tem um equilíbrio entre o dar e o receber vai acabar gerando desconfiança e abrir a porta para amargura e ressentimento;

c) A vitimização, culpando os outros, a sociedade, Deus, etc.  por seus problemas.

2) Expectativas Irreais-  Nossas expectativas, sempre, definem nossa experiência. Quanto mais idealizada, e irreal mais difícil da realidade ser prazerosa e satisfatória. Precisamos ficar atentos para não colocar nossos anseios, e expectativas em um nível muito alto para não nos sentirmos decepcionados, com  nossas realizações e com os outros.

 Processo de Auto-regulação (atenção e foco).  "Mindfulness" nos ancora no presente, 

 Focar na Respiração > acessar o foco de atenção> pensamentos> redirecionar a atenção

Meditar = ação

Meditação= estado

 Precisamos atingir o estado de meditação, profundo, ter uma âncora física, e  estar conscientes de nos mesmos, de nossos sentimentos, focando no estado mental e emocional, que queremos atingir,

domingo, 16 de agosto de 2020

Estados da mente. Qual domina seu agir?



 

A mente humana pode ser nosso maior aliado, ou o mais temido inimigo, se não a entendermos por completo,  se não a soubermos manejar, reconhecer como trabalha, e qual de seus estados tem maior predominância, em nossas ações.
Somente identificando que estado domina nossas ações, poderemos  dar o primeiro  passo para conseguir melhor lidar, manejar com ela, e, se possível, dominá-la.

A mente humana tem 3 estados: 
A Mente Racional, A Mente Sábia, e a Mente Emocional





Todos possuímos cada um destes estados, mas a maioria das pessoas, opera de um estado específico, a maior parte de tempo. 

Você sabe qual é o estado dominante em seu agir?


A MENTE RACIONAL

Um indivíduo usa a parte racional de sua mente quando lida com situações, intelectualmente, usando a razão, o raciocínio. Geralmente, planeja suas ações, e toma decisões, baseadas, em fatos. A mente racional fundamenta-se em dados, informações, fatos, algumas vezes, em detrimento da produtividade, e efetividade. Pode, em ocasiões, ficar preso em opiniões, ou debates. Geralmente, não se compromete, e gosta de regras. Racionaliza tudo.

A MENTE EMOCIONAL

A mente emocional é usada quando os sentimentos controlam os pensamentos, e o comportamento do indivíduo. Age impulsivamente, com pouca consideração pelas consequências. Pensa após agir. Não trabalha, necessariamente, com fatos, mas com o que acredita que a verdade possa ser. A mente emocional tem uma resposta mais rápida que a racional, mas é, por vezes, trapalhona, pois entra em ação, sem pensar, excluindo, por completo a razão, a reflexão. Depois de agir, pensa: "Mas por, que diabos, fui fazer isto?"



Temos uma mente que pensa, e outra que sente, e nem sempre, ambas estão em sintonia. A mente emocional e a racional interagem para construir a nossa vida mental. Geralmente, dizemos:
"O que nos diz a cabeça?" " O que nos diz o coração?"
Por um lado a mente racional é a nossa compreensão, entendimento, consciência sobre as coisas. Permite o nosso pensar, ponderar, e refletir sobre o mundo e as relações interpessoais. Há uma dicotomia entre o racional e o emocional. Quanto mais intenso for o sentimento, mais dominante se torna a mente emocional. Esta rapidez, nem sempre, é negativa.


A MENTE SÁBIA

A mente sábia é o equilíbrio entre o racional e o emocional. Funciona quando o indivíduo reconhece, e respeita seus sentimentos, mas pode responder, aos mesmos, de forma racional e madura. É o lugar onde a mente racional e emocional se sobrepõem. Quando este estado está ativo a pessoa sabe exatamente o que tem que fazer, sabe a verdade, tem certeza do que quer.


De alguma forma, é a habilidade de CONSCIÊNCIA PLENA "MINDFULNESS", sendo colocada em prática, e em prova, Mente Sábia é a que sintetiza a observação,  que faz análise lógica,  usa experiências e intuição. 

Sempre devemos nos perguntar: "O que sua mente sábia está lhe dizendo?" A partir desta reposta, decidir como agir.

 UMA MENTE SÁBIA  RECONHECE O MOMENTO DE SILENCIAR E OBSERVAR

 TREINE SUA MENTE. Faça Meditação. Mindfulness. Foque nos objetivos.